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Curso sobre educação aberta e REA incentiva o remix

O pesquisador Tel Amiel, do Núcleo de Informática Aplicada à Educação da Unicamp, coordenou um curso sobre educação aberta e recursos educacionais abertos incentivando o remix de recursos educacionais de acordo com a realidade dos alunos e professores, seus equipamentos e preferências. Foram dois conjuntos de seminários, realizados entre fevereiro e maio, maio e julho, respectivamente, envolvendo participantes de atuações variadas: professores da rede pública, gestores educacionais com interesse em REA, acadêmicos e alunos de áreas da pedagogia, computação e licenciaturas. Alguns deles vieram de instituições estadunidenses, já que os seminários foram feitos em cooperação com o programa de intercâmbio do CAPES-FIPSE, realizado entre Unicamp e Universidade Federal do Ceará no Brasil e as universidades da Geórgia e Estadual de Utah, nos EUA. Os participantes brasileiros, portanto, também estiveram – alguns ainda estão – nas universidades dos EUA.

A escolha pelo foco no remix e no reuso (apesar de também ter ocorrido produção de recursos), especialmente partindo da perspectiva dos professores do ensino básico público, deu-se por conta da importância dessa etapa para que o compartilhamento seja efetivo e garanta o uso do que já existe na internet – somente uma pequena parte do que está disponível é em português. “Muitas vezes, por causa não apenas de licenças, mas também de sistemas, diferenças nos contextos no processo de ensino-aprendizagem, de idiomas, o professor acaba optando por criar seu recurso do zero. Torna-se a opção mais fácil”, afirma Tel Amiel. A ideia central dos seminários foi ajudar a problematizar a transformação de recursos já existentes, pensando em questões culturais, recursos físicos e condições de trabalho de professores e alunos. Como base, foram feitas leituras específicas, discussões e tarefas durante os encontros semanais de duas horas de duração.

Já estão no ar as ementas de dez artigos, além de reflexões dos alunos sobre REA. Até o final do ano, uma biblioteca digital conterá todos os resumos críticos (em português) dos artigos em inglês utilizados nos seminários. Uma lista de repositórios focados em recursos abertos estará disponível até o final de outuro. Paralelamente, alunos participantes do seminário criaram, por meio do remix, um Caderno de orientação sobre REA para professores do ensino básico que será publicado também em outubro e servirá de base para oficinas a serem realizadas com o corpo docente de escolas públicas.  Tudo em CC-BY.

O projeto de intercâmbio de alunos termina em 2012, quando acaba o financiamento do CAPES. Mas as atividades continuam, com novos seminários, e existe a intenção de que um curso aberto seja ofertado na Unicamp.

Para conhecer parte do programa de discussões e leituras, acesse http://educacaoaberta.org/rea/.

Para saber mais sobre um simpósio internacional sobre remix e cultura promovido na universidade de Utah como parte do programa, acesse http://educacaoaberta.org/rea/eventos/symposium. Os anais também serão publicados em outubro.

06/09/2011 at 9:11 Deixe um comentário

Amanhã: Fórum sobre Multimídias no Ensino

Um encontro que discutirá a importância do uso de material multimídia na educação acontecerá amanhã, a partir das 9 horas, no Centro de Convenções da Unicamp. Além de apresentações de experiências realizadas em sala de aula e do destaque dos benefícios do ensino presencial com o uso dessas ferramentas, o fórum abrirá um espaço para a reflexão acerca dos efeitos das tecnologias no ensino e abordará o papel fundamental das universidades na formação de professores na área.

O evento engloba 3 trabalhos desenvolvidos nessa universidade:
– Matemática: www.m3.mat.br
– Língua Portuguesa: www.iel.unicamp.br/projetos/conexaolinguagem
– Biologia: www.embriao.ib.unicamp.br

Todos são parte do projeto Condigital, desenvolvido na Unicamp desde 2008 com financiamento do governo federal.

Haverá transmissão ao vivo aqui. Para saber mais sobre o evento, assista a este vídeo e acesse o site para fazer sua inscrição.

15/06/2011 at 9:23 Deixe um comentário

Secretaria de Educação do Estado oferece curso sobre objetos multimídia

Em parceria com os idealizadores do projeto Matemática Multimídia de recursos educacionais abertos, a Secretaria de Educação do Estado (SEE – SP) está oferecendo uma série de cursos que ajudam o professor da rede pública a integrar o uso dos objetos multimídia de aprendizagem à sala de aula.  As 1140 vagas do curso M@tmídias já estão preenchidas, mas novas inscrições serão aceitas no próximo semestre.

Os recursos mais utilizados serão os produzidos pela Unicamp para o Matemática Multimídia, mas outros conteúdos disponíveis na internet também serão aproveitados.

Para mais informações, acesse o regulamento do curso.

31/05/2011 at 19:24 Deixe um comentário

Unicamp agora tem portal OCW

Está no ar, desde segunda-feira, dia 25 de abril, o portal OpenCourseWare Unicamp, com material educacional de 12 disciplinas disponíveis para utilização não apenas da comunidade acadêmica, mas de qualquer pessoa.

Por serem apenas conteúdos de disciplinas de cursos da graduação e não cursos completos online, não há emissão de certificados. E a licença, apesar de aberta, ainda é um pouco restritiva: CC BY-NC-SA (SA, ou “share alike”, significa que o usuário do material, caso faça alterações nele, deve utilizar a mesma licença). Mas trata-se de um padrão do próprio OCW, programa do MIT que  publica material educacional de seus cursos abertamente na internet há dez anos.

A iniciativa foi tomada em parceria com o Universia Brasil e tornou a Unicamp a primeira universidade pública do país a contar com o OCW.

27/04/2011 at 10:42 2 comentários

Entrevista: Biblioteca Digital de Ciências da Unicamp!

O REA.net.br da inicio a uma serie de entrevistas focadas em experiências nacionais e internacionais com recursos educacionais abertos Nessa semana, nosso entrevistado é o Prof. Eduardo Galembeck, da UNICAMP, membro do comitê de educação da IUBMB, co-editor da Revista Brasileira de Ensino de Bioquímica e Biologia Molecular, editor da Biblioteca Digital de Ciências e membro do corpo editorial da Biochemistry and Molecular Biology Education. Eduardo fala com o Rea.net.br sobre a Biblioteca de Digital de Ciências (BDC) da UNICAMP


Rea.net.br: Como nasceu a idéia da Biblioteca de Digital de Ciências (BDC) da UNICAMP?

Prof. Eduardo: A BDC é um projeto do Laboratório de Tecnologia Educacional (LTE) do departamento de Bioquímica – IB – UNICAMP. Acumulávamos uma série de softwares e CDs com sites próprios, o que estava ficando difícil de gerenciar. A idéia da BDC foi agregar em uma única plataforma toda produção do LTE, expandindo ainda para permitir a submissão de material de terceiros mediante aprovação por um sistema de avaliação por pares. Surgiu por uma necessidade, pois não achamos nenhum ambiente aberto para publicação do nosso conteúdo que fosse totalmente compatível com nossas necessidades.

Rea.net.br: Explique para os nossos leitores qual a missão da Biblioteca de Digital de Ciências (BDC) da UNICAMP? Quem vocês pretendem atingir com a disponibilização desses recursos educacionais?
Prof. Eduardo: A missão da BDC é oferecer a autores um ambiente para publicação de conteúdos digitais e oferecer ao usuários conteúdo de qualidade. Nosso público é composto por professores e estudantes da educação básica ao ensino superior, além pessoas não envolvidas com ensino de ciências com interesse nos conteúdos publicados na BDC.

Rea.net.br: Qual foi a reação da UNICAMP em relação a BDC?
Prof. Eduardo: Apesar de ser um portal já bastante consagrado, que atinge o todas as regiões do Brasil e muitos países do exterior, principalmente os de língua portuguesa, a BDC é, e deve continuar sendo, um projeto de um grupo de pesquisadores e não um projeto de iniciativa institucional ou governamental. A repercussão tem sido excelente entre os interessados, surgiram demandas específicas, que foram atendidas com a criação sub-áreas com editorias próprias, como o Geociências Virtual, sob responsabilidade de pesquisadores do IG-UNICAMP e o GAMA (Guia de Arvores da Mata Atlântica), e sob responsabilidade de pesquisadores do IAC. O Sistema BDC também é usado pela SBQ em sua publicação mais recente, a Química Nova Interativa, mas mantido em portal próprio, de forma independente.

Rea.net.br: Quem contribuiu e pode contribuir para a BDC? De onde vem o conteúdo que é depositado na BDC?
Prof. Eduardo: A BDC é um ambiente de publicação de conteúdos digitais aberto a quem queira contribuir, desde que seja autor e detenha os direitos do material a ser enviado. A maior parte do conteúdo da BDC ainda é de produção própria do LTE, mas vários materiais depositados foram enviados por não vinculados ao LTE.

Rea.net.br: Qual o modelo de financiamento da BDC?
Prof. Eduardo: A BDC foi desenvolvida e posta em operação principalmente com recursos próprios do laboratório e com trabalho voluntário de pesquisadores e alunos. Indiretamente alguns projetos do laboratório, financiados com recursos públicos também resultaram em grandes avanços à BDC, destaco entre as principais fontes de financiamento que contribuíram com o desenvolvimento da BDC, bolsas do CNPq e UNICAMP e financiamento do MEC e MCT para produção de conteúdos digitais.

Rea.net.br: Notamos que alguns materiais disponibilizados na BDC são licenciados por Creative Commons. Isso vale para todos os materiais? Qual a licença escolhida? Por que?
Prof. Eduardo: O autor de cada material que opta pela licença a ser adotada. No caso do material desenvolvido pelo laboratório, adotamos a CC-by-nc, que também é a licença estabelecida pelo MEC para os produtos por eles financiado.

Rea.net.br: Como foi o processo de adoção do Creative Commons? Vocês encontraram alguma dificuldade? Os professores e autores apoiaram a iniciativa?
Prof. Eduardo: Os primeiros produtos publicados com a licença CC foram por sugestão de um colaborador quando passamos a publicar os códigos fonte de softwares. A idéia era inclusive de receber obras derivadas para publicação na BDC com um sistema de controle de versão para as obras derivadas. Esse sistema ficou no ar por quase um ano sem recebermos nenhuma submissão de obra derivada. O sistema acabou sendo retirado para ser refeito e introduzido futuramente, mas ainda não foi implementado. A adoção de CC não é uma imposição do portal, mas foi adotada por outros colaboradores. O maior problema que vejo na CC é na parte de software e direito de imagem, acabamos por colocar apenas o selo. De maneira geral fica complicado a atribuição da licença em materiais multimídia, o usuário precisa se dar conta que tem partes da obra que têm restrições. Para um texto, uma foto de um objeto tudo bem.

Rea.net.br: Existe alguma vinculação entre a Bdc e outras iniciativas de recursos educacionais abertos? E que forma a BC pode contribuir para esse movimento?
Prof. Eduardo: Vários dos materiais publicados na BDC deverão aparecer em breve no Portal do Professor do MEC e no Banco Internacional de Objetos Educacionais. Além dos conteúdos financiados pelo MEC que são publicados na BDC sob a licença CC não existe relação formal com outras iniciativas de recursos educacionais [abertos]. A BDC pode contribuir tanto ambiente de publicação de conteúdo, com o conteúdo publicado e ainda com a tecnologia do portal, já adotado por outras iniciativas sitadas anteriormente.

Rea.net.br: Você acredita ser a BDC um modelo a seguir para compartilhar o conhecimento desenvolvido na universidade publica?
Prof. Eduardo: O conhecimento compartilhado na BDC é ainda pouco valorizado na universidade pública e na comunidade acadêmica, que valoriza de forma exagerada a publicação científica em periódicos, que faz com que muitos professores universitários se dediquem mais às atividades de pesquisa do que às atividades de docência e de extensão comunitária. A produção de material didático também deveria ser uma preocupação dos docentes, mas essa produção não é valorizada, além de não existirem muitos veículos para publicação de divulgação do material didático produzido por professores.

Rea.net.br: Alguma consideração final?
Prof. Eduardo: Eu acredito que a BDC atinge os objetivos a que se propõem. A BDC tem uma grande importância para compartilhar um conhecimento que é desenvolvido na universidade, mas que ainda não é muito valorizado no mundo acadêmico Não sei se é um modelo a ser seguido, pois além de ser um ambiente de publicação de conteúdos digitais, a BDC também é um ambiente de pesquisa, foi desenvolvido para ser um ambiente colaborativo e permite vários mecanismos de interação com usuário. A BDC é também um ambiente de pesquisa. Sendo desenvolvida por uma equipe de pesquisadores da área de tecnologia educacional, a BDC também permite a coleta de informações para desenvolvimento de softwares e de abordagens mais efetivas do uso de informática na educação. O que acho que deveria existir seria um portal agregador de iniciativas como a BDC, como o BEN Portal nos EUA, por exemplo.

07/06/2010 at 13:41 Deixe um comentário


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