Posts tagged ‘politica publica’

EUA investe 2 milhões de dólares em Ensino Superior e menciona REA como ferramenta essencial

O governo americano anunciou um investimento de 2 bilhões de dólares em programas de formação superior. O valor deve ser aplicado já em 2011 e durante os próximos quatro anos em programas de no máximo 2 anos de duração que promovam o aumento do número de pessoas com nível superior de ensino nos Estados Unidos. A ideia é que esses programas sejam inovadores, e é neste ponto que se fala em REA no release oficial da medida:

“O incentivo proporcionará a instituições de ensino superior uma oportunidade de desenvolver formas inovadoras de materiais educacionais, incluindo (…) recursos educacionais abertos. Esses recursos ficariam disponíveis online gratuitamente, aumentando as oportunidades de aprendizagem para estudantes e trabalhadores”.

O anúncio foi feito pelo U.S. Department of Labor (o Ministério do Trabalho de lá), que trabalhará em parceria com o Ministério da Educação dos Estados Unidos, e o texto integral pode ser lido no site oficial do Dol (em inglês): http://www.dol.gov/opa/media/press/eta/eta20101436.htm.

 

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26/01/2011 at 23:28 Deixe um comentário

Representante estadual legislativo de Washington defende princípios de REA

Reuven Carlyle, representante estadual legislativo de Washington, participou de uma vídeo conferência sobre educação e política organizada pelo Opencourseware Consortium em novembro de 2010. Carlyle, que em 2009 foi responsável por articulações que reverteram 3 milhões de dólares para incentivar a produção de conteúdo aberto em universidades e escolas técnicas de Washington, falou sobre políticas públicas estratégicas envolvendo o tema, propondo até mesmo um plano de ação. O princípio defendido por Carlyle é sempre o de que se deve poupar o dinheiro dos estudantes, que já pagam taxas para obter o ensino superior. Para isso, ele acredita que é necessário fazer com que os políticos percebam que conteúdo aberto não é apenas uma ideia boa, como também mais barata para o país.

Como diz o texto publicado no blog, “isso não é apenas uma estratégia; é uma quebra de paradigma. Quando se tratam de ferramentas políticas, você precisa mostrar o valor dos impostos. Acesso aberto para instituições públicas é um direito básico. Conteúdo aberto deve ser o modelo”.

Assista ao vídeo da apresentação de Reuven Carlyle no blog da OCWC: http://www.ocwconsortium.org/community/blog/2010/11/22/reuven-carlyles-webinar-video-is-online/

 

 

16/01/2011 at 9:43 Deixe um comentário

Fórum sobre políticas públicas de REA acontece em Paris

A Unesco e a organização intergovernamental Commonwealth of Learning (COL) promoveram um fórum em Paris, no dia 1º de dezembro, com o objetivo de avaliar as políticas públicas vigentes na área e debater sugestões para suas próximas etapas.

Partindo do princípio de que o uso de recursos educacionais abertos pode direcionar melhor os investimentos em educação e aumentar seus impactos, foram apresentadas e discutidas formas de aplicação dessa ideia, além de ressaltada a relevância do uso de REA em países em desenvolvimento, o que pode contribuir para a melhoria da qualidade do ensino. Ainda entre os principais objetivos do evento, estava a reunião de propostas para que a própria Unesco e a COL possam articular ações em conjunto com instituições que tratem de temas relacionados, como as licenças abertas.

A mestre em política pública pela Universidade da Califórnia e diretora do Programa de Educação da William and Flora Hewllet Foundation, Barbara Chow, fez uma apresentação sobre como os governos podem apoiar os recursos educacionais abertos. Entre os pontos levantados, destacaram-se o incentivo ao desenvolvimento de projetos, à formação de infraestrutura para aprimorar o acesso dos estudantes e à pesquisa e publicação de trabalhos sobre educação, a disponibilização de material livre online e a exigência de licenças abertas no conteúdo controlado pelo próprio governo.

Esta última medida foi reafirmada pelo presidente da COL, John Daniel, que acrescentou que isso deve ser feito não apenas com material educacional, mas com todo e qualquer conteúdo que propicie a aquisição de conhecimento. Ele ainda sugeriu que a Unesco se responsabilize por uma campanha mundial de abertura de licenças nas publicações, dando o suporte necessário para as instituições interessadas em participar.

As apresentacões feitas no fórum estão disponíveis aqui.


06/01/2011 at 16:37 Deixe um comentário

Experiências de politica pública para REA

Esta semana, dois eventos muito interessantes aconteceram nos EUA e foram transmitidos em forma de “webinar”.

O primeiro – “How to drive college costs down and quality up in TX and CA: Emerging textbooks solutions” – aconteceu na terça-feira, dia 16 de novembro, e focou soluções para a diminuição de preço de livros didáticos, ao mesmo passo em que a qualidade é mantida e aprimorada. Experiências dos estados da Califórnia e do Texas, nos EUA, foram discutidas, assim como novos modelos de negócio na área de publicação de livros didáticos e técnico-científicos. Foram palestrantes o Senador Dean Florez pela Califórnia, Dr. Charles Cook – vice-chanceler dos colégios comunitários de Houston, Texas, Eric Frank, president da Flat World Knowledge e Denins Passovoy, da Universidade de Texas em Austin.

Os temas discutidos foram a disparada de preços de livros universitários e didáticos, o impacto desses custos para estudantes, professores, instituições e governo; os esforços atuais na Califórnia e no Texas para a incorporação do livro didático aberto e de recursos educacionais abertos; os esforços de treinamento de professores no uso e elaboração de recursos educacionais abertos; e a possibilidade de redução de custos estudantis em quase 80 porcento, enquanto aumenta a qualidade, a acessibilidade e a inovação na educação. O seminário completo pode ser visto e ouvido aqui (em inglês). Outros webinars promovidos pela Flat World Knowldge podem ser vistos aqui.

Um dos exemplos de sucesso apresentados, e derivado da preocupação em relação aos altos custos de livros didáticos (nos EUA os preços de livros didáticos triplicaram na ultima década) e a necessidade de garantir o acesso dos estudantes a livros, foi a da Faculdade Comunitária de Cerrito (para uma versão mais completa, ver pagina 8 desta revista), que, desde 2008 adota livros didáticos abertos. Mas o beneficio não e somente a diminuição de custos para estudantes, mas também os benefícios para professores. Os livros, em suas versões digitais e online, funcionam como uma plataforma de trabalho que dá liberdade e controle sobre o conteúdo para o professor, aumentando a sua eficiência e motivação.

O segundo seminário – promovido pelo Open Couseware Consortium – aconteceu na quinta-feira, dia 18 de novembro, e contou com a apresentação de Reuven Carlyle, deputado estadual do estado de Washington, também nos EUA.

Naquele estado foi feita uma pesquisa de custos de livros diáaticos utilizados em 82% dos cursos com maior numero de estudantes (200.000 estudantes no total). Nesse sentido, cursos como o de história, biologia, matemática, entre outros foram abarcados na pesquisa. Deste estudo e outros complementares sobre a utilização de tecnologia para aprimorar a eficiência do aprendizado, gerou-se o “Plano Estratégico de Tecnologia” para aquele estado.

Esse plano liderou a mudança das compras públicas daquele estado de conteúdo proprietário para conteúdo aberto, garantindo ao estado e aos estudantes grandes economias. Para o Deputado Carlyle, a situação gerada foi de “win-win-win”, ou seja, alunos, professores e o os cidadãos que pagam impostos ganham. Para o estudante o ganho é claro: redução de custos relativos à sua educação, para os professores o ganho é relativo à ampliação de possibilidades de materiais, aprendizado e compartilhamento de técnicas de ensino, e para o contribuinte o ganho é a eficiência dos impostos, que acabam por ser investidos em um bem aberto a todos.

Nesse sentido o deputado apresentou uma iniciativa de investimento em recursos educacionais abertos e livros didáticos abertos que terá um custo de 750 mil dólares e gerará economias para aquele estado na faixa de 41 milhões de dólares. [1][2]

Adicionalmente, foi aprovada uma regulamentação naquele estado que determina que todo e qualquer financiamento pelo governo no desenvolvimento de recursos educacionais deve resultar em recursos educacionais licenciados abertamente à sociedade. Na concepção e justificação dessa regulação, o direito de acesso ao conhecimento por meio de recursos educacionais é considerado um direito básico daquela população. Parte da política que compreende o acesso ao conhecimento como uma questão de justiça social.

19/11/2010 at 18:09 Deixe um comentário


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